Ando com passos largos ao redor do meu cubículo, a minha cela. Logo canso, não havia lugares para ir e nem coisa alguma a ser feita, somente o puro nada. Depois de vã tentativa de um mísero entretenimento, me sento no chão frio. As paredes são feitas de rochas solidas e negras, blocos intransponíveis. Tudo é coberto com uma sombra quase palpável, a não ser pelo único filete de luz que escapa de uma janela. Um único bloco esquecido de ser colocado e que para mim era o mundo. Me levanto e, me aproximando da janela, olho para o outro lado. Além do meu mundo, quase em um universo diferente, vejo o ônibus a passar, as pessoas a correrem apressados para o trabalho, enquanto se desviam de mim. Pois também corro dessa forma. Neste momento corro com nunca antes, não me atrevia a perder o ônibus e nem poderia já que tenho aula para assistir, depois trabalho e, quando em casa, coisas a serem feitas. Não havia tempo a ser perdido ou desperdiçado. Algumas pessoas dão o lugar a passagem,...
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